Uma denúncia alarmante destaca as precárias condições de trabalho e a alimentação inadequada dos alunos na Escola Estadual Tomás Alberto, localizada no bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto. As obras na instituição, que tiveram início pelo banheiro masculino, se expandiram para o refeitório e a cozinha, gerando uma série de problemas.
Obras e suas consequências
Conforme a denúncia, mesmo com o início das reformas, a cozinha continuou em operação. Funcionárias relataram que o ambiente estava repleto de poeira, entulho e máquinas, o que comprometeu a segurança alimentar. As refeições passaram a ser servidas do lado de fora, expondo os estudantes ao sol durante a distribuição e o consumo dos alimentos.
Condições sanitárias preocupantes
Além da situação da alimentação, foi mencionado que os alunos tiveram que usar um único banheiro, destinado a pessoas com deficiência, após a reforma do banheiro masculino. Um relato chocante também indicou que uma cobra foi encontrada nas dependências da cozinha, levantando sérias preocupações sobre a higiene do local.
Alimentação inadequada
Uma funcionária terceirizada revelou que, até pouco tempo atrás, alimentos estavam sendo preparados na cozinha em reforma. Atualmente, as opções servidas aos alunos se restringem a itens simples, como leite e bolacha, o que não atende às necessidades nutricionais dos estudantes.
Ação da Vigilância Sanitária
A denúncia também destaca que a Vigilância Sanitária realizou uma vistoria na escola, onde a denunciante apresentou as condições encontradas. Embora a direção da escola tenha informado que o preparo das refeições foi suspenso desde o início das obras, essa versão é contestada pela funcionária, que afirma que a cozinha estava em uso.
Reação das funcionárias e da comunidade
Após levantarem questões sobre as condições de trabalho, uma funcionária terceirizada e sua mãe, que também trabalhava na cozinha, foram afastadas da unidade. Uma mãe de aluno expressou preocupação com a saúde e o bem-estar das funcionárias, ressaltando que elas não são responsáveis pelas condições encontradas.
Posicionamento das autoridades
A Secretaria Estadual de Educação, através da unidade regional de Ribeirão Preto, relatou que a escola está passando por reformas devido a danos causados por ventos fortes. A pasta assegurou que medidas estão sendo tomadas para manter a segurança e a higiene durante as atividades escolares.
Vistorias e acompanhamento
De acordo com a Secretaria, a Vigilância Sanitária não impôs restrições ao preparo das refeições e a unidade regional acompanha de perto a obra e o funcionamento da escola. O Grupo PSSA, responsável pelas funcionárias terceirizadas, declarou que as alegações feitas não refletem completamente a realidade da unidade e que mantém seu compromisso com a segurança alimentar.
A empresa também garantiu que as funcionárias manifestaram interesse em se desligar e que não houve dispensa ou retaliação. A diretoria da escola foi procurada para comentar a situação, mas ainda não se manifestou. A comunidade aguarda esclarecimentos sobre as condições que os alunos e funcionárias enfrentam durante as reformas.







